Zürcher Nachrichten - Inteligência artificial a serviço da vida selvagem

EUR -
AED 4.281785
AFN 73.452334
ALL 95.429651
AMD 429.262728
ANG 2.087503
AOA 1070.299611
ARS 1646.071042
AUD 1.619085
AWG 2.098626
AZN 1.986664
BAM 1.958695
BBD 2.348401
BDT 143.127251
BGN 1.946965
BHD 0.439866
BIF 3469.728069
BMD 1.165903
BND 1.490102
BOB 8.056908
BRL 5.872776
BSD 1.165988
BTN 110.713639
BWP 15.645124
BYN 3.194922
BYR 22851.703681
BZD 2.345166
CAD 1.609005
CDF 2648.932604
CHF 0.910709
CLF 0.026367
CLP 1037.712648
CNY 7.88891
CNH 7.886595
COP 4305.843925
CRC 527.063197
CUC 1.165903
CUP 30.896436
CVE 110.615118
CZK 24.279007
DJF 207.204784
DKK 7.47393
DOP 68.019254
DZD 154.808958
EGP 61.006856
ERN 17.488549
ETB 184.21313
FJD 2.590409
FKP 0.865202
GBP 0.866681
GEL 3.113417
GGP 0.865202
GHS 13.688159
GIP 0.865202
GMD 84.532475
GNF 10236.630941
GTQ 8.894108
GYD 243.930539
HKD 9.137126
HNL 30.978502
HRK 7.532439
HTG 152.69569
HUF 353.842897
IDR 20780.651445
ILS 3.267036
IMP 0.865202
INR 110.773055
IQD 1527.333256
IRR 1575193.585016
ISK 143.359913
JEP 0.865202
JMD 183.645923
JOD 0.826672
JPY 185.738927
KES 150.879988
KGS 101.958687
KHR 4675.272437
KMF 492.011579
KPW 1049.144158
KRW 1757.506323
KWD 0.360778
KYD 0.971736
KZT 568.169776
LAK 25594.495481
LBP 104406.636357
LKR 384.788732
LRD 213.506078
LSL 18.934713
LTL 3.44261
LVL 0.705244
LYD 7.403929
MAD 10.707364
MDL 20.177824
MGA 4885.135018
MKD 61.616675
MMK 2448.448944
MNT 4174.360155
MOP 9.409465
MRU 46.636533
MUR 55.229278
MVR 17.959269
MWK 2025.174346
MXN 20.234022
MYR 4.629223
MZN 74.507092
NAD 18.934708
NGN 1599.273829
NIO 42.637521
NOK 10.78869
NPR 177.141822
NZD 1.949182
OMR 0.449196
PAB 1.166023
PEN 3.963493
PGK 5.077554
PHP 71.672781
PKR 324.762787
PLN 4.231005
PYG 7015.36898
QAR 4.245098
RON 5.251349
RSD 117.38435
RUB 82.95033
RWF 1705.133502
SAR 4.398141
SBD 9.365071
SCR 15.781711
SDG 700.129187
SEK 10.790487
SGD 1.48863
SHP 0.870465
SLE 28.685495
SLL 24448.410635
SOS 666.317977
SRD 43.337211
STD 24131.843306
STN 24.95033
SVC 10.202905
SYP 128.869732
SZL 18.934699
THB 37.979343
TJS 10.762507
TMT 4.080661
TND 3.374168
TOP 2.807215
TRY 53.459583
TTD 7.920707
TWD 36.640613
TZS 3065.839407
UAH 51.641442
UGX 4395.364568
USD 1.165903
UYU 46.767721
UZS 14017.076029
VES 639.713683
VND 30677.82924
VUV 137.641842
WST 3.165657
XAF 656.927964
XAG 0.015488
XAU 0.000257
XCD 3.150912
XCG 2.101443
XDR 0.815557
XOF 655.824767
XPF 119.331742
YER 278.188699
ZAR 19.000364
ZMK 10494.532504
ZMW 21.432678
ZWL 375.42037
Inteligência artificial a serviço da vida selvagem
Inteligência artificial a serviço da vida selvagem / foto: Jeremy Dertien - RESOLVE Inc. and Clemson University/AFP

Inteligência artificial a serviço da vida selvagem

O aumento da população de tigres nas florestas da Índia e do Nepal causa conflitos perigosos com as aldeias, mas a Inteligência Artificial (IA) pode ser uma ferramenta decisiva na proteção tanto dos moradores como dos animais.

Tamanho do texto:

Especialistas da Universidade Clemson, na Carolina do Sul, e várias ONGs publicaram no mês passado estudos que reúnem seus experimentos com câmeras equipadas com IA.

Na sua opinião, este método poderia revolucionar o conservacionismo.

Os cientistas instalaram pequenas câmaras de IA nos limites das reservas na Índia e no Nepal, tanto para proteger os aldeões dos predadores como para proteger estes animais dos caçadores furtivos.

De acordo com a pesquisa, publicada na revista BioScience, o sistema de câmeras chamado TrailGuard pode distinguir entre tigres e outras espécies, além de transmitir imagens para guardas florestais ou moradores em questão de segundos.

"Temos que encontrar maneiras que pessoas, tigres e outros animais selvagens possam coexistir", disse Eric Dinerstein, um dos autores do relatório, à AFP.

"A tecnologia pode nos oferecer uma tremenda oportunidade de atingir esse objetivo de uma forma muito econômica", afirmou.

- Os sons da Amazônia -

O estudo afirma que as câmeras tiveram efeito imediato, detectando um tigre a apenas 300 metros de uma aldeia, e em outra ocasião identificaram um grupo de caçadores furtivos.

Segundo os cientistas, este novo sistema de IA praticamente eliminou os alarmes falsos, por exemplo quando as armadilhas são ativadas por javalis ou pela queda de folhas ou troncos.

Esses sistemas também estão sendo testados em outras regiões.

Na Amazônia, equipes de cientistas testam equipamentos capazes de detectar sons de motosserras, tratores e outros tipos de máquinas associadas ao desmatamento.

Pesquisadores no Gabão também usam IA para analisar imagens de suas armadilhas com câmeras e testam um sistema de alerta para elefantes.

A gigante americana Google estabeleceu uma aliança com pesquisadores e ONGs há quatro anos para recolher milhões de imagens de armadilhas com câmeras. O projeto, denominado Wildlife Insights, automatiza o processo de identificação de espécies e marcação de imagens, economizando muitas horas de trabalho árduo para os pesquisadores.

- Fase inicial -

No ano passado, a comunidade internacional concordou em designar 30% das terras e oceanos como áreas protegidas até 2030. Essas áreas terão que estar monitoradas e os animais deverão poder circular com segurança entre elas.

"É isso que pretendemos e o elemento crítico disso é um sistema de alerta antecipado", explica Dinerstein.

Jonathan Palmer, chefe de tecnologia de conservação da Wildlife Conservation Society (WCS), com sede nos Estados Unidos, que não esteve envolvido no estudo, mencionou que o TrailGuard tem um grande potencial.

No entanto, Palmer, que ajudou a fundar a Wildlife Insights junto com a Google, afirmou que os usos mais amplos da Inteligência Artificial na conservação ainda não estão definidos.

"Na maioria dos casos, a identificação de espécies por meio da Inteligência Artificial ainda está em uma fase inicial", afirmou.

A sua ONG recomenda verificar qualquer identificação de espécies feita por IA.

Na sua opinião, resta saber se a IA será mais útil em câmeras instaladas no local dos fatos ou posteriormente em servidores ou laptops.

Apesar dessas incertezas, Dinerstein está expandindo a implementação do TrailGuard, desta vez com o foco em animais ainda maiores.

"Os elefantes saem dos parques o tempo todo e isso gera muitos conflitos", explicou.

"Destroem colheitas, causam caos nas aldeias e podem inclusive causar acidentes ferroviários, com dezenas de mortes todos os anos. Temos diante de nós uma imensa oportunidade de evitar isso", acrescentou.

E.Leuenberger--NZN