Zürcher Nachrichten - Um ano de luto por uma família israelense assassinada em 7 de outubro

EUR -
AED 4.236833
AFN 76.142197
ALL 93.45107
AMD 420.704816
AOA 1059.063247
ARS 1713.771282
AUD 1.649976
AWG 2.076594
AZN 1.965807
BAM 1.955822
BBD 2.316627
BDT 142.031626
BHD 0.433705
BIF 3413.239071
BMD 1.153663
BND 1.476217
BOB 13.658156
BRL 5.861191
BSD 1.150213
BTN 109.651255
BWP 15.68318
BYN 3.345938
BYR 22611.798836
BZD 2.313326
CAD 1.617379
CDF 2624.584211
CHF 0.93183
CLF 0.027184
CLP 1073.37276
CNY 7.788731
CNH 7.790705
COP 3577.740954
CRC 522.40598
CUC 1.153663
CUP 30.572075
CVE 110.266262
CZK 24.240891
DJF 204.822345
DKK 7.480664
DOP 66.730764
DZD 153.303755
EGP 59.017676
ERN 17.304948
ETB 183.804404
FJD 2.554153
FKP 0.855866
GBP 0.855675
GEL 3.016876
GGP 0.855866
GHS 13.446154
GIP 0.855866
GMD 84.798688
GNF 10097.115581
GTQ 8.7761
GYD 240.602754
HKD 9.047262
HNL 30.819353
HRK 7.538386
HTG 150.391722
HUF 365.192535
IDR 20799.39394
ILS 3.533613
IMP 0.855866
INR 110.048515
IQD 1506.817248
IRR 1586431.11648
ISK 142.062532
JEP 0.855866
JMD 182.092084
JOD 0.817993
JPY 181.580866
KES 148.781703
KGS 100.888291
KHR 4654.053275
KMF 492.614593
KRW 1664.667229
KWD 0.356644
KYD 0.958511
KZT 545.026239
LAK 26048.298174
LBP 103004.479089
LKR 386.12442
LRD 207.612377
LSL 19.024918
LTL 3.406468
LVL 0.69784
LYD 7.359084
MAD 10.744823
MDL 20.10023
MGA 4919.056308
MKD 61.525704
MMK 2422.181324
MNT 4146.886646
MOP 9.292006
MRU 46.226529
MUR 54.222569
MVR 17.836069
MWK 1994.42283
MXN 20.012716
MYR 4.712949
MZN 73.731051
NAD 19.024918
NGN 1574.012366
NIO 42.330485
NOK 10.926464
NPR 175.442008
NZD 1.961512
OMR 0.443645
PAB 1.150213
PEN 3.898045
PGK 5.150059
PHP 70.667684
PKR 319.439457
PLN 4.312336
PYG 6858.078504
QAR 4.204648
RON 5.247557
RSD 117.391344
RUB 91.443047
RWF 1688.519328
SAR 4.320383
SBD 9.322873
SCR 15.583178
SDG 692.198315
SEK 10.985993
SGD 1.479693
SLE 28.499711
SOS 657.307524
SRD 43.587131
STD 23878.499126
STN 24.50028
SVC 10.064115
SZL 19.022218
THB 38.676603
TJS 10.616322
TMT 4.049358
TND 3.381339
TRY 54.813428
TTD 7.810089
TWD 37.273824
TZS 3047.434884
UAH 51.336988
UGX 4319.04944
USD 1.153663
UYU 46.28053
UZS 13768.157604
VES 860.282504
VND 30341.919148
VUV 136.928108
WST 3.154681
XAF 655.964509
XAG 0.020031
XAU 0.000285
XCD 3.117833
XCG 2.072924
XDR 0.815809
XOF 655.964509
XPF 119.331742
YER 274.922082
ZAR 19.102044
ZMK 10384.357384
ZMW 21.606247
ZWL 371.479082
Um ano de luto por uma família israelense assassinada em 7 de outubro
Um ano de luto por uma família israelense assassinada em 7 de outubro / foto: Menahem KAHANA - AFP

Um ano de luto por uma família israelense assassinada em 7 de outubro

Para Adi Levy-Slame, o tempo parou em 7 de outubro. Nesse dia, milicianos do Hamas mataram a tiros cinco de seus familiares em Kfar Aza, um kibutz no sul de Israel, perto da fronteira com a Faixa de Gaza.

Tamanho do texto:

"Os encontramos abraçados, os cinco, mas não sabemos o que aconteceu", conta com a voz trêmula essa mulher de 37 anos.

Os assassinados foram sua irmã Livnat Kutz, de 49 anos, e toda sua família: seu marido Aviv de 53 anos, sua filha de 18 anos, Rotem, e seus filhos Yonatan e Yftah, de 16 e 14.

Adi e sua família visitaram este mês o kibutz destruído, parando antes no cemitério de Gan Yavne, a 30 quilômetros de Kfar Aza, para um memorial que marca o fim do período de luto judaico.

"Tristeza, culpa, frustração, dor... Todas essas emoções vivem em mim, dia e noite, desde 7 de outubro", afirma Asher Levy, irmão de Adi, em frente aos túmulos de seus parentes.

- "Símbolo de paz" -

O ataque do Hamas culminou na morte de 1.205 pessoas, a maioria civis, segundo um balanço da AFP baseado em dados oficiais de Israel que inclui os reféns mortos em cativeiro.

Essa ação sem precedentes na história do Estado de Israel desencadeou uma campanha militar de represália contra a Faixa de Gaza, que matou 41.431 palestinos, segundo o balanço do Ministério da Saúde desse território governado pelo Hamas e que as Nações Unidas consideram confiável.

Em Kfar Aza, um kibutz de 800 habitantes localizado a dois quilômetros da Faixa de Gaza, 64 moradores foram mortos e 18 sequestrados pelos milicianos do Hamas.

A família Kutz não teve tempo de avisar aos seus parentes sobre o que estava acontecendo.

As portas traseiras quebradas de sua casa oferecem uma ideia de como os combatentes palestinos acessaram ao que, segundo Adi, antes era uma "ilha de felicidade".

Ao mostrar a casa à AFP, a mulher se lembra de piqueniques no pátio, com seus sobrinhos rindo e jogando basquete.

Sua sobrinha, explica, serviu como soldado.

Adia também se lembra de sua irmã, que era "tudo" para ela, e de seu cunhado, que todo ano organizava um festival de pipas no kibutz.

Justo na véspera do ataque, Aviv Kutz estava finalizando os preparativos para a 15ª edição do festival, programada para o dia seguinte.

Segundo Adi, seu cunhado entendia essas pipas como "um símbolo de paz" e um gesto conciliador para os milicianos para o outro lado da fronteira que regularmente lançam foguetes em direção a Israel.

- "Não há mais vida" -

Em uma longa conversa, interrompida por silêncios e lágrimas, Adi evoca a criatividade de sua irmã, apontando para as asas de anjo que confeccionava com brinquedos usados e que decoram a sala de jantar.

"Essas asas são um símbolo de que tudo é possível, de que cada um pode voar por conta própria e chegar muito longe", diz.

Livnat Kutz ia celebrar seu aniversário de 50 anos em 25 de outubro. Disse aos seus parentes e amigos que não queria presentes e pediu a eles que fizessem um ato de caridade para comemorar esse dia.

Em frente à casa dos Kutz, no denso silêncio no qual o kibutz submergiu após 7 de outubro, Adi se lembra de que visitou o local apenas uma semana depois do ataque.

"A casa estava intacta. As panelas nos fogões e o pão de sabbat na mesa mostram que havia vida. Agora não há mais vida", disse sem poder conter as lágrimas. "Meu coração está partido".

Benny Kutz, o pai de Aviv, também vivia nesse kibutz, mas conseguiu sobreviver e se mudou temporariamente com sua mulher para Tel Aviv.

No momento, não pensa em voltar ao local onde morou durante quase seis décadas.

"O tempo não ajuda e não esqueci nada. Penso nisso o tempo todo", diz esse aposentado de 80 anos. "Nunca serei o mesmo (...) Perdi minha família e minha casa, perdas imensas".

- O fim de um clã -

O pai de Benny se instalou nessa região há quase um século, na época do mandato britânico, após fugir dos pogromos em sua Polônia natal.

Cercado pelas fotos de seu único filho e de sua família, Benny também lamenta que o sobrenome de seu pai não vai deixar descendentes.

"O clã Kutz chegou ao seu fim".

Nesse bairro de Kfar Aza, onde viviam principalmente casais jovens, todas as casas ficaram destruídas pelo fogo.

Em frente a cada uma delas há cartazes colados com os nomes dos mortos e sequestrados em 7 de outubro.

Uma das casas, a de Sivan Elkabetz, de 23 anos, e sua esposa, Naor Hasidim, está aberta para visitação.

Suas paredes estão perfuradas por balas e no chão há um colchão e várias roupas.

Caminhando pelas ruas vazias do kibutz, Adi ainda não se conformou com o fato de que quem viveu ali "não vai voltar".

W.Odermatt--NZN