Zürcher Nachrichten - Mundo relembra os 80 anos da libertação de Auschwitz

EUR -
AED 4.244814
AFN 72.802804
ALL 95.914677
AMD 436.246704
ANG 2.068623
AOA 1059.686486
ARS 1612.008363
AUD 1.638291
AWG 2.082972
AZN 1.962345
BAM 1.969574
BBD 2.328475
BDT 141.855734
BGN 1.97528
BHD 0.436297
BIF 3432.136637
BMD 1.155602
BND 1.483243
BOB 7.989252
BRL 6.063493
BSD 1.156105
BTN 107.709447
BWP 15.776079
BYN 3.574902
BYR 22649.790599
BZD 2.325171
CAD 1.587086
CDF 2628.993471
CHF 0.913988
CLF 0.026713
CLP 1054.763637
CNY 7.97417
CNH 7.960725
COP 4269.832208
CRC 540.913237
CUC 1.155602
CUP 30.623441
CVE 112.151229
CZK 24.481386
DJF 205.373253
DKK 7.47086
DOP 67.978235
DZD 152.576569
EGP 60.372554
ERN 17.334023
ETB 181.657116
FJD 2.588804
FKP 0.867479
GBP 0.862477
GEL 3.13749
GGP 0.867479
GHS 12.593607
GIP 0.867479
GMD 85.514573
GNF 10143.290905
GTQ 8.843733
GYD 241.874076
HKD 9.052001
HNL 30.704397
HRK 7.533481
HTG 151.647087
HUF 392.943851
IDR 19565.490032
ILS 3.613959
IMP 0.867479
INR 107.442864
IQD 1513.838045
IRR 1519760.503236
ISK 143.791825
JEP 0.867479
JMD 181.624669
JOD 0.819309
JPY 182.423841
KES 149.763421
KGS 101.054924
KHR 4633.962204
KMF 494.597345
KPW 1040.027513
KRW 1724.007673
KWD 0.353926
KYD 0.963484
KZT 555.984674
LAK 24816.543481
LBP 103484.119913
LKR 360.370478
LRD 211.937779
LSL 19.449397
LTL 3.412191
LVL 0.699012
LYD 7.372499
MAD 10.814987
MDL 20.260655
MGA 4813.080507
MKD 61.61802
MMK 2426.462186
MNT 4143.804949
MOP 9.328119
MRU 46.350722
MUR 53.741226
MVR 17.853738
MWK 2007.279745
MXN 20.551813
MYR 4.551849
MZN 73.838926
NAD 19.44871
NGN 1568.150995
NIO 42.433955
NOK 10.997704
NPR 172.329658
NZD 1.976252
OMR 0.444335
PAB 1.156145
PEN 3.992022
PGK 4.971446
PHP 69.284099
PKR 322.586743
PLN 4.27635
PYG 7512.308906
QAR 4.211707
RON 5.093891
RSD 117.455653
RUB 99.556773
RWF 1686.022678
SAR 4.338713
SBD 9.300955
SCR 17.161078
SDG 694.516441
SEK 10.775205
SGD 1.478315
SHP 0.867
SLE 28.485234
SLL 24232.399446
SOS 660.428353
SRD 43.337431
STD 23918.619165
STN 24.845434
SVC 10.116052
SYP 127.727213
SZL 19.448949
THB 37.709593
TJS 11.069987
TMT 4.044605
TND 3.364245
TOP 2.782411
TRY 51.186048
TTD 7.836174
TWD 36.808226
TZS 3001.680884
UAH 50.840265
UGX 4369.74838
USD 1.155602
UYU 46.828911
UZS 14092.560843
VES 525.435424
VND 30380.765043
VUV 137.988555
WST 3.157358
XAF 660.611205
XAG 0.01622
XAU 0.000251
XCD 3.123071
XCG 2.083589
XDR 0.821585
XOF 660.428833
XPF 119.331742
YER 275.668443
ZAR 19.4876
ZMK 10401.796193
ZMW 22.631445
ZWL 372.103231
Mundo relembra os 80 anos da libertação de Auschwitz
Mundo relembra os 80 anos da libertação de Auschwitz / foto: Wojtek RADWANSKI - AFP

Mundo relembra os 80 anos da libertação de Auschwitz

O mundo relembra o 80º aniversário da libertação de Auschwitz nesta segunda-feira (27) e um grupo de poucos sobreviventes participa de cerimônias memoriais no campo de extermínio construído pelos nazistas na Polônia.

Tamanho do texto:

O evento começou pela manhã com uma cerimônia na qual alguns sobreviventes, acompanhados pelo presidente polonês Andrzej Duda, levaram flores ao Muro da Morte no campo, onde os prisioneiros eram fuzilados.

Cerca de 50 sobreviventes participarão de uma cerimônia às 15h00 GMT (12h00 no horário de Brasília) do lado de fora dos portões de Auschwitz II-Birkenau, acompanhados por dezenas de líderes mundiais, incluindo o rei britânico Charles III e o presidente francês, Emmanuel Macron.

O presidente alemão, Frank-Walter Steinmeier, e o chanceler alemão, Olaf Scholz, estarão no evento, assim como o ministro da Educação israelense, Yoav Kisch.

"Este ano, vamos nos concentrar nos sobreviventes e em sua mensagem", disse Pawel Sawicki, porta-voz do Museu de Auschwitz, à AFP. "Não haverá discursos de políticos".

Sobreviventes ao redor do mundo relataram à AFP, antes do aniversário, sobre a necessidade de preservar a memória para quando não houver mais testemunhas vivas.

Eles também alertaram sobre o aumento do ódio e do antissemitismo ao redor do mundo e expressaram medo de que a história possa se repetir.

Os organizadores disseram que este será o último evento em uma década com um grande grupo de sobreviventes.

"Todos sabemos que em 10 anos não será possível ter um grupo grande para o 90º aniversário", disse Sawicki.

- "Impedir o triunfo do mal -

Auschwitz foi o campo de extermínio mais famoso e se tornou um símbolo do genocídio de seis milhões de judeus europeus pelas mãos dos nazistas.

Foi construído em 1940 na localidade de Oswiecim, no sul da Polônia. Os nazistas mudaram o nome para Auschwitz.

Os primeiros 728 prisioneiros políticos poloneses chegaram em 14 de junho daquele ano.

Em 17 de janeiro de 1945, enquanto as tropas soviéticas avançavam, os nazistas forçaram 60.000 prisioneiros a marchar para o oeste, no que ficou conhecido como "Marcha da Morte".

De 21 a 26 de janeiro, os alemães destruíram as câmaras de gás e os crematórios e se retiraram antes da chegada dos soviéticos.

Quando as tropas soviéticas chegaram em 27 de janeiro, encontraram 7.000 sobreviventes.

Essa data foi designada pela ONU como o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto.

O presidente russo, Vladimir Putin, destacou o papel que o Exército Vermelho de seu país desempenhou no fim do "mal total" em Auschwitz.

Desde a invasão da Ucrânia em fevereiro de 2022, a Rússia foi banida das homenagens.

O presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, que é de origem judaica, disse que o mundo "deve se unir para impedir o triunfo do mal", uma declaração amplamente interpretada como uma alusão à Rússia.

As especulações sobre a presença do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, geraram polêmica depois que o Tribunal Penal Internacional (TPI) emitiu uma ordem de prisão para o líder no ano passado sob acusações de crimes de guerra e crimes contra a humanidade em Gaza.

A Polônia afirmou em dezembro que não prenderia Netanyahu se ele visitasse o país.

- "Para que a historia não nos esqueça" -

Cerca de 40 sobreviventes dos campos nazistas falaram com a AFP antes do aniversário.

Em 15 países, de Israel à Polônia, da Rússia à Argentina e do Canadá à África do Sul, os sobreviventes sentaram-se diante das câmeras da AFP para contar suas histórias.

"Como o mundo pôde permitir Auschwitz?", perguntou Marta Neuwirth, de 95 anos, no Chile. Ela tinha 15 anos quando foi enviada da Hungria para Auschwitz.

Julia Wallach, com quase 100 anos, não consegue falar sobre o que aconteceu sem chorar.

"É muito difícil falar sobre isso", admitiu a parisiense, que foi retirada no último minuto de um caminhão que seguia para a câmara de gás de Birkenau.

No entanto, por mais difícil que seja reviver esses horrores, ela diz que continuará contando sua história.

"Enquanto eu puder fazer isso, farei", afirmou. Ao seu lado, sua neta Frankie se perguntava: "Eles acreditarão em nós se falarmos sobre isso quando ela não estiver mais aqui?".

Esther Senot, de 97 anos, retornou a Birkenau com algumas crianças francesas em dezembro, no meio do rigoroso inverno polonês.

Senot cumpriu assim uma promessa feita em 1944 à sua irmã Fanny, que, acamada e tossindo sangue, lhe pediu com seu último suspiro: "Conte o que nos aconteceu (...) para que a história não nos esqueça".

F.Schneider--NZN