Zürcher Nachrichten - Drex em 2026: proteja-se já

EUR -
AED 4.371967
AFN 77.96724
ALL 96.488757
AMD 447.445981
ANG 2.131021
AOA 1091.049708
ARS 1686.293235
AUD 1.682726
AWG 2.14283
AZN 2.010293
BAM 1.955572
BBD 2.390321
BDT 145.043099
BGN 1.999225
BHD 0.448782
BIF 3511.690795
BMD 1.190461
BND 1.506025
BOB 8.218042
BRL 6.183852
BSD 1.186762
BTN 107.589011
BWP 15.640178
BYN 3.420401
BYR 23333.041082
BZD 2.386822
CAD 1.614682
CDF 2636.871372
CHF 0.912367
CLF 0.025773
CLP 1016.451184
CNY 8.240971
CNH 8.227338
COP 4372.659517
CRC 588.331444
CUC 1.190461
CUP 31.547224
CVE 110.25169
CZK 24.242256
DJF 211.335374
DKK 7.471341
DOP 74.711294
DZD 154.161137
EGP 55.804663
ERN 17.856919
ETB 185.11203
FJD 2.609616
FKP 0.871086
GBP 0.871257
GEL 3.203018
GGP 0.871086
GHS 13.060478
GIP 0.871086
GMD 87.493695
GNF 10418.82969
GTQ 9.103901
GYD 248.291068
HKD 9.306478
HNL 31.349347
HRK 7.535382
HTG 155.631865
HUF 377.719071
IDR 19997.368577
ILS 3.670609
IMP 0.871086
INR 107.784242
IQD 1554.718834
IRR 50148.181596
ISK 144.986303
JEP 0.871086
JMD 185.628369
JOD 0.844062
JPY 184.791699
KES 153.447467
KGS 104.106084
KHR 4786.442253
KMF 492.851202
KPW 1071.418786
KRW 1740.570689
KWD 0.365579
KYD 0.988985
KZT 586.091705
LAK 25505.027988
LBP 106629.710152
LKR 367.317198
LRD 220.74335
LSL 19.021583
LTL 3.515123
LVL 0.720098
LYD 7.503126
MAD 10.854035
MDL 20.157651
MGA 5210.392851
MKD 61.635066
MMK 2500.144183
MNT 4250.572
MOP 9.554487
MRU 47.126509
MUR 54.379774
MVR 18.404276
MWK 2057.860205
MXN 20.467345
MYR 4.670775
MZN 75.903568
NAD 19.021583
NGN 1613.003636
NIO 43.674911
NOK 11.330066
NPR 172.142941
NZD 1.969779
OMR 0.457729
PAB 1.186762
PEN 3.985836
PGK 5.163398
PHP 69.668766
PKR 331.85523
PLN 4.213548
PYG 7825.08817
QAR 4.326178
RON 5.091368
RSD 117.319694
RUB 91.96356
RWF 1732.698095
SAR 4.465111
SBD 9.589021
SCR 16.471854
SDG 716.062345
SEK 10.624486
SGD 1.507159
SHP 0.893154
SLE 29.196065
SLL 24963.376932
SOS 677.021109
SRD 45.203599
STD 24640.144958
STN 24.497145
SVC 10.38479
SYP 13165.995682
SZL 19.012785
THB 37.099564
TJS 11.114258
TMT 4.166614
TND 3.428186
TOP 2.866345
TRY 51.940418
TTD 8.040063
TWD 37.518613
TZS 3078.648294
UAH 51.158839
UGX 4224.507733
USD 1.190461
UYU 45.504506
UZS 14601.175925
VES 458.078084
VND 30815.090225
VUV 142.617931
WST 3.230545
XAF 655.880573
XAG 0.01452
XAU 0.000236
XCD 3.217281
XCG 2.138851
XDR 0.815705
XOF 655.880573
XPF 119.331742
YER 283.746032
ZAR 18.957384
ZMK 10715.574506
ZMW 22.436386
ZWL 383.328046

Drex em 2026: proteja-se já




O Banco Central do Brasil prepara a chegada do Drex — a versão digital do real — com lançamento previsto para 2026, em um formato inicial mais restrito e orientado à infraestrutura do sistema financeiro. Na prática, a primeira fase não colocará “uma nova moeda” diretamente no bolso do cidadão, mas sim uma camada tecnológica para tornar mais eficiente o uso de garantias em operações de crédito, reduzindo riscos e custos para bancos e, por consequência, para consumidores.
A ambição original de uma rede baseada em blockchain e tokenização ampla foi adiada para um horizonte posterior, quando a maturidade tecnológica e os requisitos de privacidade estiverem plenamente atendidos.

O que muda na largada
Na estreia, o Drex funcionará nos bastidores: a prioridade é integrar e reconciliar informações sobre garantias (como quando um mesmo ativo é usado em operações diferentes em instituições distintas). Isso tende a acelerar concessões de crédito, dar transparência à cadeia de garantias e diminuir fraudes. Para o usuário final, a experiência cotidiana permanece essencialmente a mesma: operações seguirão ocorrendo por meio dos aplicativos de bancos e instituições de pagamento com as quais ele já se relaciona.

Importante: o Drex não substitui o dinheiro em espécie, nem cria um “superpoder” de vigilância estatal sobre a vida financeira. O projeto é desenvolvido sob as regras do sigilo bancário e da legislação de proteção de dados, e o acesso do público se dará por intermédio das instituições financeiras autorizadas, que continuarão responsáveis pela relação com o cliente, autenticação, segurança e suporte.

Quem ganha, quem precisa se adaptar
Mercado de crédito: a liquidação mais rápida e a validação automática de gravames reduzem assimetria de informações. Em teoria, isso puxa o custo do crédito para baixo e encurta prazos de análise.
Cidadãos e empresas: o benefício aparece de forma indireta, em juros potencialmente menores e menos burocracia na contratação de crédito e na transferência de bens.
Fintechs, registradoras, cartórios: precisarão adaptar integrações e governança técnica para participar dos fluxos padronizados do novo ambiente.
Ecossistema cripto: o recuo temporário de blockchain/DLT na fase inicial reduz experimentos públicos de tokenização, mas mantém a discussão viva para fases posteriores.

Riscos reais e mitos comuns
Golpes usando o nome “Drex”: golpistas já exploram o tema para prometer “cadastros” antecipados, “juros especiais”, “airdrops” ou “carteiras oficiais”. Não existe taxa para “habilitar Drex”, nem cadastro por link enviado via mensagem.
Confusão com criptomoedas: Drex não é cripto privado nem investimento com promessa de rendimento; é moeda soberana em formato digital, distribuída ao público por intermediários financeiros.
“Dinheiro programável para controlar gastos”: o uso de contratos inteligentes visa automatizar condições de negócios (ex.: transferência simultânea de pagamento e propriedade de um bem), não impor padrões de consumo ao cidadão.
- Privacidade: os testes do piloto priorizam mecanismos que conciliem programabilidade com sigilo. A liberação de funcionalidades ao público dependerá do cumprimento dessas salvaguardas.

Como se proteger desde já
Desconfie de “cadastros Drex” - Nunca pague taxas, nem clique em links de “liberação do Drex”. O órgão emissor não envia mensagens diretas oferecendo acesso antecipado.
Use apenas o app da sua instituição - Quando o Drex chegar ao varejo, o acesso ocorrerá pelo aplicativo do seu banco, cooperativa ou instituição autorizada. Atualize o app oficialmente nas lojas Apple/Google, ative biometria e autenticação em dois fatores.
Cheque a titularidade e o canal - Qualquer comunicação sobre novas funções deve partir de canais oficiais da sua instituição (aplicativo, internet banking, notificações autenticadas). Mensagens em redes sociais, grupos ou e-mail genérico são suspeitas.
Não envie dados sensíveis por mensagens - Senhas, tokens, códigos de SMS e QR Codes nunca são solicitados por suporte “proativo”. Se receber uma ligação, desligue e retorne pelo número do cartão/app.
-  Conheça seus direitos de dados - Você pode solicitar informações sobre tratamento de dados pessoais, finalidade, retenção e compartilhamento. Exija política de privacidade clara e opção de controle de consentimentos.
Para empresas: prepare a governança - Revise processos de onboarding e KYC, políticas de privacidade, logs de auditoria, segregação de funções e planos de contingência. Em contratos automatizados, defina regras de exceção, trilhas de auditoria e mecanismos de reversão.
Educação digital e cultura de segurança - Treine equipes e familiares para reconhecer engenharia social. Priorize dispositivos atualizados, antivírus confiável, senhas fortes e cofres de senhas.

Boas perguntas para fazer ao seu banco
-  “Quais dados meus serão tratados quando eu usar funcionalidades ligadas ao Drex? Por quanto tempo?”
“Que garantias técnicas e contratuais existem para evitar vazamentos e acessos indevidos?”
“Que proteções terei em operações automatizadas por contratos inteligentes (condições, cancelamentos, disputa)?”
“Quais são os canais oficiais para reportar fraudes ou contestar transações?”

O que observar em 2026
Cronograma e escopo: a primeira entrega será voltada a processos internos do sistema financeiro; o uso direto pelo público deve ser progressivo.
Privacidade e auditoria: a forma como cada instituição implementa controles, logs e governança será decisiva para a confiança do usuário.
Integrações com mercados: crédito, registradoras e cartórios tendem a ser os primeiros a colher ganhos de eficiência.
Evolução tecnológica: o retorno de blockchain/tokenização depende da maturidade dos mecanismos de privacidade e escalabilidade no piloto.