Zürcher Nachrichten - Espanha vislumbra fim dos incêndios, Portugal perde mais um bombeiro

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Espanha vislumbra fim dos incêndios, Portugal perde mais um bombeiro
Espanha vislumbra fim dos incêndios, Portugal perde mais um bombeiro / foto: MIGUEL RIOPA - AFP

Espanha vislumbra fim dos incêndios, Portugal perde mais um bombeiro

O fim dos grandes incêndios que assolaram a Espanha durante duas semanas, que deixaram quatro mortos e devastavam mais de 350.000 hectares, "está muito mais próximo", afirmou neste sábado (23) a diretora espanhola de Proteção Civil e Emergências, enquanto Portugal anunciou a morte de um bombeiro, sua quarta vítima das chamas.

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"Já falta menos e o fim está muito mais próximo" na Espanha, explicou Virginia Barcones à televisão pública TVE, ressaltando que os incêndios são muito "traiçoeiros" e que "é preciso fazer um último esforço para acabar com esta situação terrível".

Barcones explicou que restam "18 incêndios florestais ativos, destes, 17 estão em situação operacional 2" — representando um perigo para pessoas e residências — e preocupa "especialmente" o de Igüeña, na província de León, região noroeste de Castilla y León.

Apesar disso, "o sentimento geral é de melhora, de evolução favorável, de que já falta menos", insistiu.

Mais de 350.000 hectares pegaram fogo na Espanha nas últimas duas semanas, segundo o Sistema Europeu de Informação sobre Incêndios Florestais (EFFIS), a grande maioria dos 406.000 que queimaram no acumulado do ano, um recorde anual desde que os registros começaram em 2006.

Centenas de pessoas e várias localidades seguem evacuadas devido à ameaça das chamas, mas muitos moradores puderam retornar às suas casas nas últimas 24 horas.

Os grandes incêndios afetaram especialmente toda a parte oeste do país, sobretudo as regiões de Galícia, Castilla y León e Extremadura.

O fogo teve início em meio a uma onda de calor que durou 16 dias e deixou temperaturas de 40ºC em todo o país, e até 45ºC em vários pontos do sul.

Com o fim da onda de calor, maior umidade e ventos menos intensos, "as condições são mais favoráveis" para a extinção, insistiu Barcones.

- Reforços europeus retornam a seus países -

Como demonstração de progresso, as autoridades da Galícia anunciaram que o pior incêndio na região desde que há registros foi estabilizado.

"A principal notícia do momento é que o incêndio florestal de Larouco-Seadur, que afeta cerca de 30.000 hectares, foi estabilizado", explicou o governo regional galego em um comunicado.

Também foi cercado o grande incêndio de Jarilla, que consumiu parte da província de Cáceres.

Com isso, alguns meios enviados pelos europeus começaram a retornar aos seus países.

"Os Canadair partiram esta manhã para a Itália", disse Barcones em uma coletiva de imprensa, em referência a dois aviões de combate a incêndios italianos, antes de agradecer ao parceiro europeu.

Equipes de nove países permanecem na Espanha com seus meios aéreos e terrestres, entre eles França, Alemanha e Finlândia.

- Bombeiro morto em Portugal -

Em Portugal, um bombeiro morreu devido aos ferimentos sofridos na luta contra os incêndios florestais que afetam o país, lamentou a presidência neste sábado, sobre a quarta morte causada pelas chamas neste verão.

Em um comunicado, a presidência de Marcelo Rebelo de Sousa transmitiu seus pêsames à família do bombeiro "que tragicamente perdeu a vida na sequência do combate direto aos incêndios florestais no concelho do Sabugal", na parte norte do país.

Segundo a imprensa portuguesa, o homem tinha 45 anos e trabalhava para uma empresa privada de combate a incêndios.

Portugal combate vários incêndios florestais que consumiram cerca de 60.000 hectares, apesar de uma diminuição nas temperaturas que melhorou a situação, segundo a Proteção Civil.

De acordo com dados do EFFIS, cerca de 278.000 hectares foram devastados desde o início do ano em Portugal.

Em 2017, o recorde de mais de 563.000 hectares foram reduzidos às cinzas em incêndios que deixaram 119 mortos.

A Península Ibérica é fortemente afetada pela mudança climática, que provoca ondas de calor e secas mais prolongadas, secando a vegetação e favorecendo os incêndios florestais, segundo especialistas.

E.Leuenberger--NZN