Zürcher Nachrichten - Moraes questiona pedido de Bolsonaro para sair da prisão por motivo de saúde

EUR -
AED 4.255899
AFN 72.432944
ALL 95.975736
AMD 435.816867
ANG 2.074448
AOA 1062.670738
ARS 1619.00736
AUD 1.664418
AWG 2.08594
AZN 1.965411
BAM 1.956316
BBD 2.328224
BDT 141.837422
BGN 1.980843
BHD 0.437657
BIF 3428.619402
BMD 1.158856
BND 1.478997
BOB 7.988142
BRL 6.101215
BSD 1.15601
BTN 108.040972
BWP 15.796236
BYN 3.442123
BYR 22713.57276
BZD 2.324923
CAD 1.593809
CDF 2634.079447
CHF 0.912802
CLF 0.026896
CLP 1062.021594
CNY 7.973508
CNH 7.993474
COP 4302.147686
CRC 539.144574
CUC 1.158856
CUP 30.709677
CVE 110.294576
CZK 24.480538
DJF 205.855201
DKK 7.471357
DOP 68.598395
DZD 153.754179
EGP 61.083375
ERN 17.382836
ETB 180.492
FJD 2.575846
FKP 0.865723
GBP 0.865196
GEL 3.146334
GGP 0.865723
GHS 12.646391
GIP 0.865723
GMD 84.596598
GNF 10132.71714
GTQ 8.854374
GYD 241.844852
HKD 9.068017
HNL 30.597205
HRK 7.534884
HTG 151.410602
HUF 390.142677
IDR 19561.832769
ILS 3.618985
IMP 0.865723
INR 108.642205
IQD 1514.39956
IRR 1523953.258404
ISK 143.790433
JEP 0.865723
JMD 182.078825
JOD 0.821607
JPY 183.961977
KES 150.191349
KGS 101.3402
KHR 4632.242159
KMF 492.513609
KPW 1042.936742
KRW 1735.867428
KWD 0.35505
KYD 0.96335
KZT 557.168924
LAK 24847.663027
LBP 103523.360316
LKR 363.007342
LRD 211.546727
LSL 19.601456
LTL 3.4218
LVL 0.70098
LYD 7.399984
MAD 10.804997
MDL 20.218422
MGA 4811.290172
MKD 61.619088
MMK 2433.167084
MNT 4135.923012
MOP 9.326861
MRU 46.146374
MUR 53.891919
MVR 17.904411
MWK 2004.13742
MXN 20.722312
MYR 4.585017
MZN 74.062945
NAD 19.59968
NGN 1592.476153
NIO 42.541408
NOK 11.233374
NPR 172.865355
NZD 1.98862
OMR 0.445586
PAB 1.15601
PEN 4.021461
PGK 4.991338
PHP 69.408484
PKR 322.693232
PLN 4.27397
PYG 7554.02565
QAR 4.227234
RON 5.094316
RSD 117.444213
RUB 93.641229
RWF 1690.053196
SAR 4.350082
SBD 9.330779
SCR 16.087553
SDG 696.472444
SEK 10.811603
SGD 1.483057
SHP 0.869442
SLE 28.449668
SLL 24300.638259
SOS 660.677164
SRD 43.267618
STD 23985.974368
STN 24.506572
SVC 10.114625
SYP 128.606968
SZL 19.594254
THB 37.747988
TJS 11.045462
TMT 4.055995
TND 3.406714
TOP 2.790246
TRY 51.392106
TTD 7.847393
TWD 37.073181
TZS 2978.258958
UAH 50.757111
UGX 4364.170274
USD 1.158856
UYU 47.102631
UZS 14093.718494
VES 529.022698
VND 30543.961084
VUV 138.434854
WST 3.185549
XAF 656.132945
XAG 0.016646
XAU 0.000263
XCD 3.131866
XCG 2.083341
XDR 0.816019
XOF 656.132945
XPF 119.331742
YER 276.560932
ZAR 19.76266
ZMK 10431.128864
ZMW 22.397006
ZWL 373.15108
Moraes questiona pedido de Bolsonaro para sair da prisão por motivo de saúde
Moraes questiona pedido de Bolsonaro para sair da prisão por motivo de saúde / foto: Evaristo Sa - AFP/Arquivos

Moraes questiona pedido de Bolsonaro para sair da prisão por motivo de saúde

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), colocou em dúvida, nesta quinta-feira (11), a validade de um pedido de Jair Bolsonaro para sair temporariamente da prisão a fim de se submeter a cirurgias e ordenou uma avaliação de sua condição médica.

Tamanho do texto:

Bolsonaro, de 70 anos, cumpre pena de 27 anos de prisão por tentar um golpe de Estado em 2022. Na terça-feira, sua defesa solicitou autorização para que seus médicos realizassem duas intervenções "imediatas" devido à piora de seu estado de saúde.

Em resposta, Moraes apontou que "os exames médicos apresentados pela Defesa não são atuais".

"O mais recente foi realizado há 3 (três) meses, sem que à época os médicos tenham indicado necessidade de imediata intervenção cirúrgica", indicou Moraes em documento obtido pela AFP.

O ministro também ressaltou que, em 22 de novembro, quando ingressou no sistema penitenciário, Bolsonaro "foi submetido a exame médico-legal, ocasião em que não houve registro de qualquer condição médica que indicasse necessidade de imediata intervenção cirúrgica".

Moraes determinou que a Polícia Federal realize uma "perícia médica oficial" dentro dos próximos 15 dias "para avaliar a necessidade de imediata intervenção cirúrgica apontada pela defesa" do ex-presidente.

Bolsonaro estava em prisão domiciliar e foi enviado para a prisão por risco de fuga após tentar queimar a tornozeleira eletrônica que monitorava sua localização.

Seus advogados pediram autorização para dois procedimentos: um "bloqueio do nervo frênico" para tratar um soluço recorrente e uma cirurgia para reparar uma hérnia inguinal.

Ambas as intervenções exigem internação de cinco a sete dias e anestesia geral, segundo a defesa.

O ex-mandatário sofre sequelas permanentes da facada no abdômen que recebeu em 2018, durante um ato de campanha nas eleições presidenciais.

A defesa também pediu que Bolsonaro retorne à prisão domiciliar "humanitária" devido ao seu estado de saúde.

- 'Tem que pagar' -

Enquanto isso, tramita no Congresso o Projeto de Lei da Dosimetria, que poderia reduzir a pena de Bolsonaro para dois anos e quatro meses.

O PL foi aprovado na Câmara dos Deputados na quarta-feira, depois de uma sessão tumultuada pelo protesto do deputado federal Glauber Braga (PSOL-RJ) e sua subsequente expulsão. O Senado vai analisar o projeto a partir da próxima quarta.

Os parlamentares bolsonaristas insistem em pedir uma anistia total para Bolsonaro, e consideram a redução das penas um primeiro passo nessa direção.

Caso seja aprovado pelo Senado, o PL ainda poderia ser vetado pelo presidente Lula.

"Vamos ver o que vai acontecer. Quando chegar à minha mesa, eu tomarei a decisão", afirmou Lula nesta quinta, ao ser perguntado sobre um possível veto presidencial à redução de penas.

Bolsonaro "tem que pagar pela tentativa de golpe, pela tentativa de destruir a democracia", disse Lula em entrevista à TV Alterosa.

A trama golpista consistiu em colocar em dúvida a transparência das eleições de 2022 para decretar um estado de exceção e impedir a posse de Lula. O esquema fracassou por falta de apoio no alto comando militar.

O PL da Dosimetria também beneficiaria uma centena de bolsonaristas condenados pelos atos antidemocráticos contra as sedes dos Três Poderes em 8 de janeiro de 2023 em Brasília.

Lula lembrou que a conspiração liderada por Bolsonaro contemplava o seu assassinato, o de seu vice-presidente Geraldo Alckmin, e do ministro do STF Alexandre de Moraes.

"Ele não fez brincadeira. Ele tinha um plano arquitetado para matar a mim, matar o Alckmin, matar o Alexandre de Moraes", frisou.

A.Ferraro--NZN