Zürcher Nachrichten - Navi Pillay, a ativista sul-africana de direitos humanos que conquistou o Prêmio Nobel da Paz

EUR -
AED 4.116683
AFN 72.32565
ALL 91.634718
AMD 406.920949
ANG 2.006906
AOA 1027.90883
ARS 1699.950376
AUD 1.605563
AWG 2.020508
AZN 1.951116
BAM 1.955892
BBD 2.257526
BDT 138.207732
BGN 1.887049
BHD 0.423422
BIF 3353.627774
BMD 1.120948
BND 1.435267
BOB 13.276624
BRL 5.60305
BSD 1.120863
BTN 108.359579
BWP 15.419794
BYN 3.40976
BYR 21970.575085
BZD 2.254326
CAD 1.594907
CDF 2594.993631
CHF 0.931468
CLF 0.027737
CLP 1095.300493
CNY 7.512929
CNH 7.502049
COP 3615.235711
CRC 511.428611
CUC 1.120948
CUP 26.901265
CVE 110.271169
CZK 24.370019
DJF 199.595824
DKK 7.475909
DOP 67.932588
DZD 150.883361
EGP 58.702573
ERN 16.814216
ETB 182.108863
FJD 2.51905
FKP 0.84865
GBP 0.847554
GEL 2.916153
GGP 0.84865
GHS 13.175737
GIP 0.84865
GMD 82.950127
GNF 9860.551622
GTQ 8.569326
GYD 234.436841
HKD 8.796845
HNL 30.086146
HRK 7.533215
HTG 146.775592
HUF 365.059602
IDR 20075.05251
ILS 3.427085
IMP 0.84865
INR 108.412514
IQD 1698.064697
IRR 1941649.573041
ISK 136.823103
JEP 0.84865
JMD 177.898365
JOD 0.794735
JPY 177.391136
KES 145.442803
KGS 98.026909
KHR 4551.234306
KMF 493.217117
KPW 1008.853294
KRW 1502.86019
KWD 0.348413
KYD 0.934048
KZT 509.336222
LAK 25135.181889
LBP 100374.019717
LKR 370.860747
LRD 191.669868
LSL 18.544307
LTL 3.309867
LVL 0.67805
LYD 7.207339
MAD 11.006616
MDL 20.097035
MGA 4998.279615
MKD 61.573445
MMK 2353.647083
MNT 4036.363687
MOP 9.059966
MRU 44.791506
MUR 53.200464
MVR 17.273516
MWK 1943.556712
MXN 20.386009
MYR 4.580175
MZN 71.694541
NAD 18.544637
NGN 1490.640412
NIO 41.252308
NOK 10.71929
NPR 173.374926
NZD 1.996185
OMR 0.430996
PAB 1.120853
PEN 3.844015
PGK 5.082284
PHP 70.419099
PKR 310.387964
PLN 4.383197
PYG 6375.299775
QAR 4.096893
RON 5.340643
RSD 117.395745
RUB 95.059302
RWF 1652.185057
SAR 4.208625
SBD 9.058496
SCR 15.494078
SDG 674.246363
SEK 11.168792
SGD 1.435121
SHP 0.847309
SLE 27.603357
SLL 23505.703871
SOS 640.532976
SRD 42.204244
STD 23201.35438
STN 24.501371
SVC 9.807549
SYP 14574.56239
SZL 18.540706
THB 37.585935
TJS 10.311801
TMT 3.923317
TND 3.345157
TOP 2.698973
TRY 55.310177
TTD 7.614426
TWD 35.75879
TZS 2959.313347
UAH 50.342567
UGX 4583.256398
USD 1.120948
UYU 45.022117
UZS 13338.7462
VES 979.303298
VND 29011.247642
VUV 134.569249
WST 3.122438
XAF 655.957
XAG 0.018573
XAU 0.000267928621
XCD 3.029417
XCG 2.020104
XDR 0.792568
XOF 655.957
XPF 119.331742
YER 264.711322
ZAR 18.526968
ZMK 10089.866044
ZMW 22.277047
ZWL 360.944705
SSP 6449.103698
MXV 2.303106
Navi Pillay, a ativista sul-africana de direitos humanos que conquistou o Prêmio Nobel da Paz
Navi Pillay, a ativista sul-africana de direitos humanos que conquistou o Prêmio Nobel da Paz / foto: Fabrice COFFRINI - AFP

Navi Pillay, a ativista sul-africana de direitos humanos que conquistou o Prêmio Nobel da Paz

A sul-africana Navi Pillay, que venceu o Prêmio Nobel da Paz nesta sexta-feira (9), é uma incansável defensora dos direitos humanos que atuou como juíza do Tribunal Penal Internacional e presidiu o Tribunal Penal Internacional para Ruanda.

Tamanho do texto:

Aos 85 anos, construiu uma sólida reputação internacional ao longo de uma carreira de várias décadas que começou nos tribunais sul-africanos.

A jurista ganhou notoriedade mundial por suas contundentes denúncias da repressão exercida por vários governos contra movimentos de protesto no mundo árabe, especialmente na Líbia e na Síria.

Entre 2021 e 2025, presidiu uma comissão de investigação criada pelo Conselho de Direitos Humanos da ONU para examinar as causas profundas do conflito israelense-palestino.

O painel, que não fala em nome das Nações Unidas e foi duramente criticado por Israel, concluiu que vinha ocorrendo um genocídio em Gaza desde o início da guerra desencadeada pelo ataque do Hamas a Israel em 7 de outubro de 2023.

"A responsabilidade recai sobre o Estado de Israel", declarou Pillay à AFP em 2025.

Atualmente, Navi Pillay atua como juíza ad hoc da Corte Internacional de Justiça (CIJ), onde participa de um caso sobre a minoria rohingya.

- Pioneira -

Nascida em 1941 em Durban, na costa leste da África do Sul, em uma família de origem tâmil, Pillay cresceu em um bairro humilde durante o regime de segregação racial do Apartheid.

Estudou Direito na Universidade de Natal antes de obter um mestrado e um doutorado em Harvard. Tornou-se a primeira mulher não branca a abrir um escritório de advocacia em Durban, onde ganhou reconhecimento por sua defesa de opositores ao Apartheid.

Em 1973, conseguiu que os presos políticos na penitenciária de Robben Island, onde Nelson Mandela estava detido, obtivessem acesso a advogados.

Um ano depois de Mandela chegar à presidência, após as primeiras eleições democráticas da África do Sul em 1994, Pillay entrou para a história ao se tornar a primeira mulher pertencente a uma minoria nomeada para um Tribunal Superior do país.

Pouco depois, Mandela a recomendou para integrar um tribunal da ONU encarregado de julgar os responsáveis pelo genocídio de Ruanda. Em 1998, fez parte do grupo de juízes que estabeleceu pela primeira vez que um estupro podia ser considerado um ato constitutivo de genocídio.

Dez anos mais tarde, foi nomeada alta comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, cargo que ocupou até 2014.

- Erguer a voz -

Sua infância na sociedade profundamente injusta do Apartheid a impulsionou a combater a discriminação em todas as suas formas e lhe rendeu a reputação de defensora das vítimas da injustiça em todo o mundo.

"Sofremos os piores insultos e a discriminação racial; fomos maltratados e tratados como se não fôssemos nada", lembrou Pillay em uma entrevista concedida à AFP. Diante dessa realidade, explicou, só havia duas opções: ser "fraco e chorar" ou "lutar".

"Sempre soube quem sou e como enfrentar qualquer forma de discriminação. É preciso ousar erguer a voz e condená-la. Foi isso que fiz na ONU", afirmou.

Na mesma entrevista, reconheceu que seu trabalho à frente da comissão de investigação da ONU encarregada de examinar as violações de direitos humanos nos Territórios Palestinos e em Israel provavelmente havia sido a missão mais difícil de sua carreira.

Pillay foi acusada de antissemitismo em decorrência desse trabalho, uma imputação que rejeitou com a franqueza que a caracteriza: "Seria engraçado se não fosse tão absurdo".

S.Scheidegger--NZN