Arsenal luta pelo bicampeonato da Premier League diante de rivais em reconstrução
Todos contra o Arsenal: o time londrino, que em maio reconquistou a Premier League após 22 anos, coloca seu trono em jogo na nova temporada, na qual seus principais rivais, incluindo Manchester City, Liverpool e Chelsea, estão em processo de reconstrução.
Enquanto os 'Gunners' apostam na continuidade do projeto de Mikel Arteta, no cargo desde o final de 2019 e responsável por levar a equipe do norte de Londres ao vice-campeonato europeu na temporada passada, outros gigantes da poderosa Premier League apresentam caras novas em seus comandos técnicos.
No Manchester City, chegou ao fim a década prodigiosa de Pep Guardiola e agora a equipe é comandada pelo italiano Enzo Maresca, enquanto Liverpool e Chelsea esperam encontrar seu próprio 'Arteta' na figura de seus novos treinadores espanhóis: Andoni Iraola e Xabi Alonso, respectivamente.
- "Estamos preparados" -
Por enquanto, as sensações são muito boas para o Arsenal, que no domingo atropelou o Manchester City por 3 a 0 na Community Shield, a Supercopa inglesa.
"Jogamos um grande futebol. Foi uma grande partida, uma maneira esplêndida de começar a temporada. Hoje mostramos o nosso nível e que estamos preparados", comemorou o meio-campista norueguês Martin Odegaard, um dos autores dos gols naquela partida.
Duas das assistências foram dadas por um dos recém-chegados, o meio-campista grego Christos Tzolis, contratação de peso da equipe ao lado de outro jogador de meio-campo, o brasileiro Bruno Guimarães.
"A vontade está aí. Queremos voltar a sentir o gosto de ser campeões. Sabemos que a tarefa será difícil e que exigirão muito de nós nesta temporada", admitiu Arteta.
- Era pós-Guardiola -
No Etihad Stadium, o sarrafo está altíssimo para Maresca: Guardiola não conquistou a Premier League nas suas duas últimas temporadas no clube, mas antes havia levantado o troféu em seis de sete temporadas até 2024, além de ter dado à equipe o seu — até agora único — título da Liga dos Campeões.
Maresca conquistou uma Liga Conferência e a Copa do Mundo de Clubes pelo Chelsea, mas tem tudo a provar em uma equipe onde a exigência será altíssima.
Para ajudá-lo nesta nova etapa, a diretoria abriu os cofres para contratar o meio-campista Elliot Anderson, que estava no Nottingham Forest, por um valor estimado pela imprensa em 116 milhões de libras (cerca de R$ 816 milhões na cotação atual), além de manter no elenco o atacante norueguês Erling Haaland, que chegou a figurar nas especulações como possível reforço do Real Madrid durante a campanha presidencial do clube espanhol.
- Novo ciclo -
No Liverpool, também há a sensação de início de um novo ciclo.
O clube foi campeão em 2025 sob o comando de Arne Slot, que teve uma segunda temporada muito mais negativa e deixou a equipe, assim como o emblemático atacante Mohamed Salah.
Iraola, que brilhou em sua passagem anterior ao tornar muito competitivo o habitualmente modesto Bournemouth, é o encarregado de colocar o time de volta aos trilhos.
O Chelsea também terá um técnico espanhol, Xabi Alonso, que inicia sua primeira aventura desde que deixou o Real Madrid no início do ano.
Os 'Blues', que terminaram apenas em décimo lugar na última temporada, também fizeram um grande investimento no mercado. Entre os reforços que chegaram a Stamford Bridge está o meia-atacante Morgan Rogers, vindo do Aston Villa por 117 milhões de libras (R$ 828 milhões).
- Efeito Carrick -
O Manchester United, que melhorou sensivelmente com Michael Carrick após a fase irregular e conturbada de Amorim, encara a nova temporada com grandes expectativas, depois de ter terminado a anterior em terceiro lugar e retornado à Liga dos Campeões.
A equipe de Old Trafford não conquista um título desde 2013 e a missão não será fácil. Mas para isso, contratou, entre outros, o belga Youri Tielemans, que deixou o Aston Villa, time que parece enfraquecido para a nova temporada devido a essa saída e à de Morgan Rogers.
O Tottenham de Roberto De Zerbi, que escapou do rebaixamento de forma dramática na temporada passada, é uma das incógnitas antes de a bola começar a rolar na Inglaterra.
J.Hasler--NZN