Zürcher Nachrichten - 'Finalmente': diáspora venezuelana comemora queda de Maduro

EUR -
AED 4.356256
AFN 77.102519
ALL 96.729833
AMD 453.280378
ANG 2.123363
AOA 1087.730931
ARS 1716.407515
AUD 1.703027
AWG 2.138096
AZN 2.01145
BAM 1.957011
BBD 2.40819
BDT 146.110377
BGN 1.992042
BHD 0.449378
BIF 3542.291098
BMD 1.186184
BND 1.514237
BOB 8.262111
BRL 6.235172
BSD 1.19564
BTN 109.797916
BWP 15.644677
BYN 3.405506
BYR 23249.200887
BZD 2.404687
CAD 1.615618
CDF 2686.705937
CHF 0.916565
CLF 0.026028
CLP 1027.744898
CNY 8.246052
CNH 8.251497
COP 4352.992561
CRC 592.066225
CUC 1.186184
CUP 31.433869
CVE 110.333247
CZK 24.330941
DJF 212.911697
DKK 7.467917
DOP 75.276563
DZD 154.566608
EGP 55.909475
ERN 17.792756
ETB 185.73929
FJD 2.61512
FKP 0.866428
GBP 0.866359
GEL 3.196822
GGP 0.866428
GHS 13.098102
GIP 0.866428
GMD 86.591171
GNF 10491.489553
GTQ 9.170673
GYD 250.144728
HKD 9.263715
HNL 31.558521
HRK 7.534519
HTG 156.476789
HUF 381.053191
IDR 19896.452606
ILS 3.665789
IMP 0.866428
INR 108.766523
IQD 1566.368884
IRR 49967.989338
ISK 145.081737
JEP 0.866428
JMD 187.365896
JOD 0.841039
JPY 183.859615
KES 154.365483
KGS 103.731752
KHR 4807.973992
KMF 492.265869
KPW 1067.565349
KRW 1720.932795
KWD 0.364064
KYD 0.996416
KZT 601.341962
LAK 25730.915962
LBP 107070.628969
LKR 369.758716
LRD 215.513307
LSL 18.984543
LTL 3.502492
LVL 0.71751
LYD 7.502641
MAD 10.845709
MDL 20.110439
MGA 5343.305123
MKD 61.678151
MMK 2491.375458
MNT 4230.383521
MOP 9.614947
MRU 47.706509
MUR 53.888177
MVR 18.338709
MWK 2073.282437
MXN 20.709403
MYR 4.675926
MZN 75.630943
NAD 18.984543
NGN 1644.620269
NIO 43.997215
NOK 11.444004
NPR 175.676666
NZD 1.96843
OMR 0.458323
PAB 1.19564
PEN 3.997573
PGK 5.118166
PHP 69.884035
PKR 334.513515
PLN 4.213639
PYG 8008.953971
QAR 4.359296
RON 5.100467
RSD 117.472663
RUB 90.549444
RWF 1744.479055
SAR 4.450194
SBD 9.550693
SCR 17.214648
SDG 713.492182
SEK 10.570575
SGD 1.508244
SHP 0.889945
SLE 28.853899
SLL 24873.67862
SOS 683.322672
SRD 45.134883
STD 24551.608082
STN 24.515164
SVC 10.461471
SYP 13118.687676
SZL 18.978739
THB 37.242691
TJS 11.161404
TMT 4.151643
TND 3.435325
TOP 2.856045
TRY 51.596109
TTD 8.118021
TWD 37.48105
TZS 3078.804407
UAH 51.245698
UGX 4274.644098
USD 1.186184
UYU 46.3987
UZS 14617.04143
VES 410.350069
VND 30769.605664
VUV 140.90849
WST 3.215484
XAF 656.362996
XAG 0.014208
XAU 0.000248
XCD 3.205721
XCG 2.154833
XDR 0.816305
XOF 656.362996
XPF 119.331742
YER 282.697194
ZAR 19.196652
ZMK 10677.081704
ZMW 23.464514
ZWL 381.950673
'Finalmente': diáspora venezuelana comemora queda de Maduro
'Finalmente': diáspora venezuelana comemora queda de Maduro / foto: LUIS ACOSTA - AFP

'Finalmente': diáspora venezuelana comemora queda de Maduro

"Finalmente vamos poder voltar para casa", diz a vendedora Yurimar Rojas, desde seu exílio no Chile. Como ela, imigrantes venezuelanos celebram ao redor do mundo a captura de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos, embora também expressem incerteza e medo.

Tamanho do texto:

Alguns dos quase oito milhões de venezuelanos que fugiram do colapso econômico e da repressão sob o mandato chavista se reuniram aos milhares em cidades de todo o mundo neste sábado (3).

"Finalmente vamos ter um país livre", disse à AFP Rojas, ao lado de uma multidão de imigrantes com bandeiras venezuelanas no parque Almagro, em Santiago, e nos arredores da Estación Central.

Enquanto as ruas de Caracas aparecem desertas e com cheiro de pólvora após a espetacular intervenção militar dos Estados Unidos, a diáspora venezuelana comemora o fim do mandato de Maduro, cujas reeleições em 2018 e 2024 foram amplamente rejeitadas como fraudulentas.

Maduro responderá perante um tribunal de Nova York por acusações de narcotráfico e terrorismo, enquanto os Estados Unidos assumirão o poder até que haja "uma transição pacífica", segundo o presidente americano, Donald Trump.

"Medo, nostalgia, emoção, são tantas coisas que neste momento estamos vivendo", diz a venezuelana Lorena Salazar em Madri.

"É, eu acho, o melhor presente que nos poderiam dar ao iniciar o ano", acrescenta à AFP a manicure de 38 anos na capital espanhola, um país com cerca de 400 mil venezuelanos.

Ali, Carmen Morales assegura que os imigrantes estão "entre a euforia e a cautela". "O que aconteceu agora não tem precedentes", indica a jornalista de 51 anos.

— "Obrigado, Trump!" —

Em Miami, centenas de pessoas se concentraram para comemorar. Alguns beijavam eufóricos a bandeira venezuelana e outros pulavam emocionados.

"A Venezuela amanhece livre", diz com lágrimas nos olhos e a voz embargada Anabela Ramos.

Um dos manifestantes gritou: "Obrigado, Trump!".

"É muita emoção, é demais, 27 anos esperando por este momento e já caiu, finalmente caiu", acrescenta.

Segundo Trump, a vice-presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, disse estar disposta a trabalhar com Washington.

O presidente republicano descartou a líder da oposição, María Corina Machado, porque, segundo ele, ela não conta "com o apoio ou o respeito" necessários para assumir o poder em Caracas.

Delcy Rodríguez insistiu mais tarde, em um discurso público, que Maduro era o "único presidente" da Venezuela e que o governo está pronto para defender o país.

No Peru, centenas de venezuelanos se concentraram com música e cantos:

"Foi capturado um delinquente, um criminoso que causou muito dano ao país", diz Oscar Pérez, porta-voz da União Venezuelana em Lima.

E no Equador, cerca de trinta venezuelanos se reuniram no parque La Carolina, no coração financeiro de Quito.

Kimberly López, uma comerciante de 33 anos que deixou a Venezuela há cinco anos, disse ter recebido inicialmente a notícia com "bastante incredulidade".

"Choramos e choramos" de alegria (...) "Definitivamente a meta é voltar para a Venezuela", acrescenta.

— "Não estou de acordo" —

Na Colômbia, o maior receptor da imigração, com quase 3 milhões de venezuelanos, Mireya Gualdrón disse estar "feliz".

"É um novo começo para a Venezuela, para as pessoas que estão fora deste país, para os que foram embora, para os que devem retornar", diz na cidade fronteiriça de Cúcuta a dona de casa de 55 anos, cujos filhos vivem fora da Venezuela.

O governo colombiano de Gustavo Petro anunciou o deslocamento de militares perto da linha de fronteira após os ataques com mísseis ordenados por Trump.

"Não concordo que venha outro tirar um presidente assim. Claro, também não concordo com o que Maduro estava fazendo", diz a comerciante Jenny Ambudarabe, de 40 anos, em Cúcuta.

Em Bogotá, o segurança Yeiner Benítez se emocionou ao recordar as dificuldades e o medo que o levaram a deixar a Venezuela em 2022.

"Foram anos de fome, miséria, tortura, amigos perdidos, amigos desaparecidos", diz.

"O que acontece hoje é extraordinário, é justiça divina", acrescenta.

E na capital do México, dezenas de pessoas se reuniram diante da embaixada dos Estados Unidos para protestar contra Trump com cartazes com lemas como "Não à guerra".

"Irmãos venezuelanos, resistam (...) não entreguem suas terras, seu petróleo, seu ouro” aos Estados Unidos, instou Mario Benítez, do Sindicato Mexicano de Eletricistas.

P.E.Steiner--NZN