Zürcher Nachrichten - Nacionalistas vencem primeiras eleições em Bangladesh desde revolta de 2024

EUR -
AED 4.362074
AFN 75.416814
ALL 96.402807
AMD 447.651302
ANG 2.12547
AOA 1089.022044
ARS 1661.744726
AUD 1.678255
AWG 2.137665
AZN 2.023621
BAM 1.958648
BBD 2.392139
BDT 145.251191
BGN 1.956731
BHD 0.447774
BIF 3521.20945
BMD 1.187592
BND 1.501195
BOB 8.207452
BRL 6.207369
BSD 1.187657
BTN 107.581308
BWP 15.664105
BYN 3.403749
BYR 23276.797713
BZD 2.388623
CAD 1.615428
CDF 2678.019758
CHF 0.911905
CLF 0.025955
CLP 1024.856497
CNY 8.204656
CNH 8.196075
COP 4354.554436
CRC 576.044826
CUC 1.187592
CUP 31.471181
CVE 110.806932
CZK 24.266003
DJF 211.059268
DKK 7.471437
DOP 73.957322
DZD 153.914743
EGP 55.641527
ERN 17.813876
ETB 184.437594
FJD 2.623989
FKP 0.871316
GBP 0.870018
GEL 3.195086
GGP 0.871316
GHS 13.08137
GIP 0.871316
GMD 87.292565
GNF 10427.055724
GTQ 9.109245
GYD 248.486985
HKD 9.284058
HNL 31.475739
HRK 7.53373
HTG 155.724451
HUF 379.495533
IDR 20004.982524
ILS 3.670526
IMP 0.871316
INR 107.563512
IQD 1556.338949
IRR 50027.301394
ISK 145.009478
JEP 0.871316
JMD 185.870249
JOD 0.84205
JPY 181.447435
KES 153.199749
KGS 103.855352
KHR 4776.494314
KMF 492.85098
KPW 1068.767503
KRW 1713.006504
KWD 0.36414
KYD 0.98976
KZT 587.731967
LAK 25467.904851
LBP 106348.838945
LKR 367.233946
LRD 221.371576
LSL 18.930665
LTL 3.50665
LVL 0.718363
LYD 7.487812
MAD 10.862948
MDL 20.166746
MGA 5231.341939
MKD 61.660011
MMK 2493.437388
MNT 4253.442725
MOP 9.56483
MRU 47.389355
MUR 54.522785
MVR 18.348741
MWK 2062.257459
MXN 20.380868
MYR 4.640519
MZN 75.89154
NAD 18.954412
NGN 1606.788293
NIO 43.589037
NOK 11.276308
NPR 172.120257
NZD 1.96477
OMR 0.456631
PAB 1.187767
PEN 3.983781
PGK 5.098035
PHP 68.765959
PKR 331.99171
PLN 4.211106
PYG 7789.325428
QAR 4.324319
RON 5.095129
RSD 117.372746
RUB 91.023498
RWF 1729.133544
SAR 4.453494
SBD 9.546656
SCR 16.127462
SDG 714.340785
SEK 10.596739
SGD 1.498694
SHP 0.891001
SLE 29.037058
SLL 24903.203802
SOS 678.713017
SRD 44.836383
STD 24580.750867
STN 24.701908
SVC 10.39211
SYP 13134.259572
SZL 18.93065
THB 36.894957
TJS 11.206007
TMT 4.156571
TND 3.373198
TOP 2.859436
TRY 51.932797
TTD 8.061823
TWD 37.279736
TZS 3087.73887
UAH 51.218971
UGX 4204.112644
USD 1.187592
UYU 45.786765
UZS 14601.440595
VES 466.40298
VND 30841.75697
VUV 141.709478
WST 3.208857
XAF 656.917669
XAG 0.015245
XAU 0.000237
XCD 3.209526
XCG 2.140439
XDR 0.816437
XOF 656.148692
XPF 119.331742
YER 283.062918
ZAR 18.926572
ZMK 10689.754847
ZMW 21.58675
ZWL 382.404049
Nacionalistas vencem primeiras eleições em Bangladesh desde revolta de 2024
Nacionalistas vencem primeiras eleições em Bangladesh desde revolta de 2024 / foto: Monzur Morsed RICKY - AFP

Nacionalistas vencem primeiras eleições em Bangladesh desde revolta de 2024

O líder do principal partido islamista de Bangladesh exigiu, nesta sexta-feira (13), "correções" à Comissão Eleitoral por supostas irregularidades nas eleições legislativas que concederam uma ampla vitória ao Partido Nacionalista (BNP), no primeiro pleito desde a sangrenta revolta popular de 2024.

Tamanho do texto:

A contagem das legislativas realizadas na quinta-feira colocou o líder do BNP, Tarique Rahman, a um passo de se tornar primeiro-ministro, segundo os resultados oficiais publicados nesta sexta-feira.

O primeiro secretário da Comissão Eleitoral, Akhtar Ahmed, informou que o BNP venceu 212 das 300 cadeiras em disputa, contra 77 da coalizão liderada pelos islamistas do Jamaat-e-Islami.

Este último afirmou que tinha "sérias dúvidas sobre a integridade do processo de apuração" e disse nesta sexta-feira que exigirá correções à Comissão Eleitoral.

"Houve irregularidades maciças na contagem de votos. Vamos pedir à Comissão Eleitoral que introduza correções", declarou Shafiqur Rahman, líder do Jamaat-e-Islami, durante uma coletiva de imprensa na sede do partido.

O país do sul da Ásia, com 170 milhões de habitantes, votou na quinta-feira (12) para definir um novo Parlamento e deixar para trás os 15 anos de governo linha dura da ex-primeira-ministra Sheikh Hasina, derrubada em 2024 por uma revolta popular liderada por jovens da geração Z, um movimento duramente reprimido.

Os eleitores aprovaram ainda, com 60,26% de votos favoráveis, um pacote de reformas institucionais submetido a referendo, de modo paralelo às legislativas, anunciou Akhtar Ahmed.

A carta, assinada pela maioria dos partidos políticos em outubro, tem por objetivo impedir o retorno de um regime autocrático em Bangladesh. O pacote limita a dois o número de mandatos do primeiro-ministro e prevê a criação de uma Câmara Alta, além do aumento dos poderes do presidente.

A carta precisa, no entanto, ser aprovada pelo novo Parlamento para entrar em vigor.

- Islamistas protestam -

Antes do anúncio formal dos resultados eleitorais, a embaixada dos Estados Unidos em Daca felicitou rapidamente Rahman e o BNP por sua "vitória histórica", enquanto a vizinha Índia elogiou seu triunfo "decisivo", apesar das relações turbulentas recentes com Bangladesh.

Durante a noite, os canais de televisão locais projetaram que o BNP havia superado a barreira de 150 cadeiras para garantir maioria no Parlamento. As estimativas apontavam que a legenda deveria obter mais de dois terços dos deputados.

O líder do BNP, Ruhul Kabir Rizvi, reiterou em um comunicado que o partido obteve uma "vitória esmagadora".

Rahman declarou à AFP dois dias antes da votação que estava "confiante" no resultado do BNP e disse que o partido, marginalizado durante o governo de Hasina, recuperaria o poder.

O líder do Jamaat, Shafiqur Rahman, de 67 anos, fez uma campanha baseada na justiça e no fim da corrupção.

Seu partido afirmou que "não estava satisfeito com o processo dos resultados eleitorais". A legenda alegou que registrou "inconsistências e erros nos anúncios de resultados não oficiais",mas não apresentou evidências.

O chefe de Governo interino do país, Muhammad Yunus, destacou em mensagem à nação a importância da votação. O vencedor do Prêmio Nobel da Paz de 2006, de 85 anos, lidera o país desde o fim do governo de Hasina.

A ex-primeira-ministra, de 78 anos, foi condenada à morte à revelia por crimes contra a humanidade devido à violenta repressão das manifestações. Ela está na Índia, de onde denunciou eleições "ilegais".

D.Smith--NZN