Zürcher Nachrichten - Quais países da América Latina ajudam Cuba?

EUR -
AED 4.283293
AFN 76.976985
ALL 92.174014
AMD 423.861482
ANG 2.087448
AOA 1070.675861
ARS 1763.287834
AUD 1.623725
AWG 2.096449
AZN 2.000094
BAM 1.954256
BBD 2.346905
BDT 143.394863
BGN 1.978495
BHD 0.439345
BIF 3478.783045
BMD 1.166314
BND 1.480516
BOB 13.418456
BRL 6.004648
BSD 1.165239
BTN 111.132767
BWP 15.602138
BYN 3.515472
BYR 22859.745013
BZD 2.343608
CAD 1.616528
CDF 2657.456563
CHF 0.937022
CLF 0.027064
CLP 1065.159708
CNY 7.838035
CNH 7.837813
COP 3610.836682
CRC 528.655125
CUC 1.166314
CUP 30.907308
CVE 110.177007
CZK 24.068398
DJF 207.500047
DKK 7.475568
DOP 68.242572
DZD 155.171499
EGP 58.796774
ERN 17.494703
ETB 188.075105
FJD 2.5572
FKP 0.855138
GBP 0.855543
GEL 3.038229
GGP 0.855138
GHS 12.993511
GIP 0.855138
GMD 85.704053
GNF 10238.38417
GTQ 8.890899
GYD 243.808417
HKD 9.144487
HNL 31.254163
HRK 7.533805
HTG 152.437146
HUF 360.232843
IDR 20665.909279
ILS 3.469036
IMP 0.855138
INR 111.107931
IQD 1526.587332
IRR 1603214.56613
ISK 141.205274
JEP 0.855138
JMD 184.941196
JOD 0.826912
JPY 185.494026
KES 150.979148
KGS 101.993951
KHR 4715.788958
KMF 493.350126
KPW 1049.682512
KRW 1615.888085
KWD 0.359994
KYD 0.971129
KZT 533.586138
LAK 26154.887087
LBP 104350.781186
LKR 382.747754
LRD 211.500178
LSL 18.639234
LTL 3.44382
LVL 0.705492
LYD 7.377918
MAD 10.768138
MDL 20.1364
MGA 4986.888937
MKD 61.476429
MMK 2448.87236
MNT 4197.368838
MOP 9.407964
MRU 46.725282
MUR 54.548293
MVR 18.030821
MWK 2020.634241
MXN 19.765358
MYR 4.69555
MZN 74.533246
NAD 18.639793
NGN 1570.953802
NIO 42.885382
NOK 10.875378
NPR 177.805373
NZD 1.958894
OMR 0.448441
PAB 1.165384
PEN 3.91096
PGK 5.166873
PHP 71.816334
PKR 323.280396
PLN 4.301644
PYG 6985.062024
QAR 4.248007
RON 5.255759
RSD 117.292675
RUB 97.562603
RWF 1717.625126
SAR 4.379639
SBD 9.353106
SCR 16.114598
SDG 701.534844
SEK 11.037997
SGD 1.481148
SHP 0.864082
SLE 28.749606
SLL 24457.010478
SOS 665.928187
SRD 44.228972
STD 24140.335108
STN 24.4794
SVC 10.1969
SYP 15164.408291
SZL 18.637636
THB 38.160558
TJS 10.744173
TMT 4.09376
TND 3.395588
TOP 2.808203
TRY 56.119975
TTD 7.916576
TWD 37.124808
TZS 3089.422199
UAH 52.06318
UGX 4346.491398
USD 1.166314
UYU 46.842388
UZS 13724.156842
VES 914.019438
VND 30431.452391
VUV 137.684964
WST 3.160747
XAF 655.427921
XAG 0.016885
XAU 0.000251
XCD 3.152021
XCG 2.100232
XDR 0.824644
XOF 655.416691
XPF 119.331742
YER 276.522362
ZAR 18.570428
ZMK 10498.275715
ZMW 22.192135
ZWL 375.552478
Quais países da América Latina ajudam Cuba?
Quais países da América Latina ajudam Cuba? / foto: YAMIL LAGE - AFP

Quais países da América Latina ajudam Cuba?

O bloqueio energético dos Estados Unidos a Cuba gerou diferentes respostas na América Latina: desde ajuda concreta de governos de esquerda até apoios políticos, ou mesmo silêncio diante da situação.

Tamanho do texto:

A ilha caribenha, sob governo comunista há mais de seis décadas, enfrenta há anos uma grave escassez de combustível.

Mas a crise no país latino-americano de 9,6 milhões de habitantes se agravou no mês passado, depois que o presidente americano, Donald Trump, cortou o fluxo de petróleo venezuelano após a queda de Nicolás Maduro na Venezuela e ameaçou aplicar tarifas a qualquer país que venda hidrocarbonetos a Havana.

- Ajuda concreta -

O México, aliado histórico de Cuba, lidera o apoio material à ilha. Dois navios da Marinha mexicana chegaram na quinta-feira (13) a Havana com 814 toneladas de alimentos, e "mais de 1.500 toneladas" de ajuda humanitária aguardam transporte para a ilha, segundo a presidente, Claudia Sheinbaum.

O governo de esquerda de Sheinbaum enviou petróleo a Cuba até o início de janeiro. Parte desse petróleo integrava um esquema de "ajuda humanitária", informou a presidente, que suspendeu esses envios, embora tenha manifestado discordância com a ameaça de sanções tarifárias de Washington.

"Vamos continuar enviando ajuda humanitária, alimentos e algumas outras solicitações que o governo cubano nos fez", disse na terça-feira a presidente, cuja administração também abriu, na semana passada, um centro de arrecadação na Cidade do México.

No Chile, o também presidente de esquerda, Gabriel Boric, anunciou a doação de 1 milhão de dólares (R$ 5,23 milhões) a Cuba, iniciativa questionada pelo presidente eleito, o ultradireitista José Antonio Kast.

- Apoio político -

No Brasil, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, outro importante aliado de Havana, criticou a nova ofensiva dos Estados Unidos, mas não anunciou nenhum tipo de ajuda ao país caribenho.

Lula defendeu em 2025 o programa Mais Médicos, que levou ao Brasil profissionais de saúde cubanos por meio de um acordo com a Organização Pan-Americana da Saúde. O envio de brigadas médicas ao exterior constitui a principal fonte de entrada de divisas de Cuba, com 7 bilhões de dólares (R$ 36,63 bilhões) em 2025, segundo dados oficiais.

O governo interino de Delcy Rodríguez na Venezuela também condenou as pressões de Trump e reiterou a "solidariedade de Caracas" com a ilha. Por ora, sua administração mantém no país um contingente de cerca de 13.000 profissionais de saúde cubanos.

Venezuela e Cuba são aliados próximos desde a presidência do falecido Hugo Chávez (1999-2013), e essa proximidade se manteve com seu sucessor, Nicolás Maduro, deposto em 3 de janeiro em uma incursão americana. Até então, o país sul-americano era o principal fornecedor de petróleo de Cuba.

A Nicarágua, único parceiro de Cuba na América Central, também não anunciou envios de ajuda material à ilha. Embora tenha expressado rejeição às sanções americanas, o governo de esquerda de Daniel Ortega restabeleceu a exigência de visto para cubanos.

A isenção de visto, vigente desde 2021, permitiu a Havana aliviar a pressão social após as históricas manifestações antigovernamentais de julho daquele ano, com o êxodo de milhares de habitantes da ilha.

- Sem sinais -

Os governos de esquerda da Colômbia e do Uruguai, liderados por Gustavo Petro e Yamandú Orsi, respectivamente, não anunciaram ajuda, embora Montevidéu tenha informado que estuda a situação.

El Salvador, governado pelo direitista Nayib Bukele, principal aliado de Washington na América Central, também não demonstrou sinais de apoio a Cuba. Tampouco o fizeram Panamá e Costa Rica, também governados pela direita.

Sob pressão de Trump, a Guatemala acaba de encerrar um acordo de 27 anos pelo qual milhares de médicos cubanos trabalharam no país. Os 412 profissionais de saúde cubanos que ainda estão lá deixarão o país nos próximos meses.

Honduras, cujo novo presidente, Nasry Asfura, é aliado de Trump, também planeja encerrar as brigadas médicas cubanas.

No Equador, o governo de Daniel Noboa, outro próximo ao presidente americano, não anunciou programas de ajuda humanitária a Cuba. No ano passado, na ONU, Quito se absteve pela primeira vez em mais de três décadas de votar a favor da suspensão do embargo comercial e financeiro que os Estados Unidos aplicam a Cuba desde 1962.

Em meio à crise energética, o governo argentino do direitista Javier Milei, outro apoiador das políticas de Trump em relação a Cuba, advertiu os cidadãos a evitarem viagens à ilha.

P.E.Steiner--NZN