Prefeito de Nova York volta atrás em promessa de elevar imposto sobre propriedade
O prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, voltou atrás em sua promessa de aumentar o imposto sobre a propriedade e apresentou, nesta terça-feira (12), um orçamento municipal que seus críticos verão como uma retirada, mas que seus apoiadores vão considerar um compromisso necessário.
O dirigente de esquerda, de 34 anos, chegou ao cargo em janeiro, impulsionado por uma onda de apoio a suas políticas socialistas democráticas, que incluíam o transporte gratuito em ônibus e supermercados administrados pela Prefeitura, em parte financiados pelo aumento do imposto sobre a propriedade.
Mas a oposição do governo estadual e de membros da Câmara de vereadores aparentemente levou o prefeito a buscar outras medidas para ajudar a cobrir o déficit orçamentário de Nova York, que chegou a 12 bilhões de dólares (58,7 bilhões de reais).
Em fevereiro, Mamdani quis aumentar em 9,5% os impostos sobre a propriedade para todos os donos, uma medida que teria arrecadado 3,7 bilhões de dólares (R$ 18 bilhões), mas que precisava da aprovação tanto da governadora do estado de centro quanto da legislatura de Nova York.
Mamdani disse que o orçamento para o ano fiscal de 2027 tinha sido equilibrado e agora passará à Câmara municipal para votação.
"Este orçamento não aumenta os impostos à propriedade e se nega a cortar serviços", disse Mamdani ao apresentar seu primeiro orçamento à imprensa. "Resgatamos a cidade de Nova York de um abismo fiscal existencial".
No entanto, Mamdani poderá comemorar uma vitória por anteriormente ter obtido o apoio para um imposto sobre as residências não principais avaliadas em US$ 5 milhões (aproximadamente R$ 24,5 milhões) ou mais, nomeado de "pied-a-terre tax" (imposto sobre a segunda moradia), que deve gerar mais de 500 milhões de dólares (R$ 2,45 bilhões) em receitas anuais.
Juntamente com estas novas receitas, o déficit orçamentário também será fechado com medidas técnicas, entre elas que o estado dê permissão à cidade para reestruturar as pensões e lhe permita flexibilizar o tamanho das turmas escolares.
O.Krasniqi--NZN