Zürcher Nachrichten - OMS apoia medicamentos GLP-1 para combater obesidade

EUR -
AED 4.268807
AFN 76.128995
ALL 96.365789
AMD 443.574615
ANG 2.080444
AOA 1065.758721
ARS 1673.674315
AUD 1.751247
AWG 2.093455
AZN 1.972883
BAM 1.953571
BBD 2.342397
BDT 142.125365
BGN 1.953867
BHD 0.438096
BIF 3447.155519
BMD 1.162224
BND 1.50804
BOB 8.053809
BRL 6.329004
BSD 1.163058
BTN 104.580656
BWP 15.500911
BYN 3.362276
BYR 22779.584681
BZD 2.339131
CAD 1.610773
CDF 2591.758996
CHF 0.937275
CLF 0.027439
CLP 1076.428062
CNY 8.209485
CNH 8.207827
COP 4490.832409
CRC 568.651074
CUC 1.162224
CUP 30.798928
CVE 110.701528
CZK 24.266773
DJF 206.550565
DKK 7.468563
DOP 74.672518
DZD 151.21888
EGP 55.26234
ERN 17.433356
ETB 180.115634
FJD 2.65686
FKP 0.872594
GBP 0.87405
GEL 3.132216
GGP 0.872594
GHS 13.307695
GIP 0.872594
GMD 85.426305
GNF 10097.973317
GTQ 8.90868
GYD 243.282374
HKD 9.044628
HNL 30.532036
HRK 7.533302
HTG 152.312255
HUF 383.891793
IDR 19381.242558
ILS 3.747114
IMP 0.872594
INR 104.480831
IQD 1522.513058
IRR 48958.674107
ISK 148.799483
JEP 0.872594
JMD 186.095232
JOD 0.824019
JPY 182.33256
KES 150.217799
KGS 101.63645
KHR 4655.867651
KMF 492.782924
KPW 1045.997356
KRW 1708.805587
KWD 0.357
KYD 0.969169
KZT 599.785544
LAK 25202.821168
LBP 104077.132901
LKR 358.964185
LRD 205.568257
LSL 19.79245
LTL 3.431744
LVL 0.703018
LYD 6.322329
MAD 10.765097
MDL 19.747955
MGA 5218.384373
MKD 61.544932
MMK 2440.722983
MNT 4122.735213
MOP 9.321682
MRU 46.256927
MUR 53.602018
MVR 17.910378
MWK 2018.202256
MXN 21.148561
MYR 4.782539
MZN 74.265849
NAD 19.793027
NGN 1686.689157
NIO 42.734634
NOK 11.81537
NPR 167.324735
NZD 2.011652
OMR 0.446874
PAB 1.163073
PEN 3.90859
PGK 4.937013
PHP 68.946578
PKR 326.11503
PLN 4.230285
PYG 8132.509524
QAR 4.231668
RON 5.089956
RSD 117.44257
RUB 89.720551
RWF 1687.548824
SAR 4.361312
SBD 9.557922
SCR 16.780765
SDG 699.067862
SEK 10.88745
SGD 1.507979
SHP 0.871969
SLE 27.783516
SLL 24371.247887
SOS 664.205188
SRD 44.885661
STD 24055.68424
STN 24.871587
SVC 10.176212
SYP 12850.659963
SZL 20.001629
THB 37.027262
TJS 10.71737
TMT 4.067783
TND 3.405898
TOP 2.798356
TRY 49.492944
TTD 7.877011
TWD 36.198045
TZS 2847.448133
UAH 49.096939
UGX 4120.244934
USD 1.162224
UYU 45.447355
UZS 13953.658028
VES 299.396029
VND 30650.744745
VUV 141.377858
WST 3.237383
XAF 655.209297
XAG 0.019275
XAU 0.000277
XCD 3.140968
XCG 2.096108
XDR 0.814073
XOF 653.169487
XPF 119.331742
YER 277.248134
ZAR 19.821491
ZMK 10461.401466
ZMW 26.895308
ZWL 374.23556
OMS apoia medicamentos GLP-1 para combater obesidade
OMS apoia medicamentos GLP-1 para combater obesidade / foto: Armend NIMANI - AFP

OMS apoia medicamentos GLP-1 para combater obesidade

Os medicamentos GLP-1, eficazes contra o sobrepeso e a diabetes, poderiam se tornar uma ferramenta essencial para combater a obesidade, que afeta mais de um bilhão de pessoas no mundo, afirmou a Organização Mundial de Saúde (OMS) nesta segunda-feira (1º).

Tamanho do texto:

Conhecidos pelos nomes comerciais Ozempic, Wegovy ou Mounjaro, estes fármacos surgiram há uma década como tratamentos contra a diabetes e, mais recentemente, são utilizados para facilitar a perda de peso.

Denominados GLP-1, imitam a ação deste hormônio relacionado à secreção de insulina e à sensação de saciedade por meio de mecanismos cerebrais.

A agência de saúde da ONU publicou nesta segunda-feira suas primeiras diretrizes sobre como podem ser utilizados para tratar a obesidade crônica em adultos.

Segundo dados da OMS, mais de 3,7 milhões de pessoas morreram em 2024 devido a doenças relacionadas à obesidade, e a organização alerta que o número de pessoas obesas pode dobrar até 2030 se medidas contundentes não forem adotadas para conter a tendência.

"A obesidade é um dos grandes desafios da saúde mundial", declarou em comunicado o diretor da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, destacando que as novas diretrizes a reconhecem como uma doença crônica que pode ser tratada.

"Embora os medicamentos por si só não resolvam esta crise mundial de saúde, os tratamentos com GLP-1 podem ajudar milhões de pessoas a superar a obesidade e reduzir os danos associados", afirmou.

- Não é "solução mágica" -

As novas diretrizes recomendam que as terapias com GLP-1 sejam utilizadas em adultos - exceto mulheres grávidas - "para o tratamento de longo prazo da obesidade". No entanto, a OMS destaca que, embora a eficácia dos tratamentos contra esta condição seja "evidente", é necessário mais informações sobre sua segurança e efetividade ao longo de períodos prolongados.

A agência também enfatizou que a medicação por si só não reverterá a tendência da obesidade, além de ser um importante fator de doenças não transmissíveis, como as cardiovasculares, diabetes tipo 2 e determinados tipos de câncer.

A agência da ONU sugere combinar estas terapias com uma dieta saudável e atividade física, e destacou a importância de "criar ambientes mais saudáveis por meio de políticas sólidas (...) para promover a saúde e prevenir a obesidade".

"Não se pode considerar estes fármacos como uma solução mágica", disse à AFP Jeremy Farrar, subdiretor-geral da OMS encarregado da promoção de saúde, prevenção de doenças e cuidados.

"Mas está claro que eles vão se tornar uma parte muito importante de uma abordagem integrada contra a obesidade", acrescentou.

- Mudar a trajetória -

"Existe a possibilidade de que possamos modificar a trajetória epidemiológica da obesidade", declarou à AFP Francesca Celletti, principal assessora da OMS para esta doença.

A organização alertou, ainda, que o custo econômico mundial da obesidade poderia chegar a três trilhões (R$ 16 trilhões, na cotação atual) de dólares anuais até o final desta década.

"Se não conseguirmos mudar a curva, a pressão sobre os sistemas de saúde será insustentável", alertou Farrar.

No entanto, os preços exorbitantes dos medicamentos GLP-1 geram preocupação de que não estejam disponíveis nos países mais pobres, onde poderiam salvar mais vidas.

Os pacientes com diabetes, para quem estes medicamentos foram originalmente desenvolvidos, também têm sofrido com a escassez.

Em setembro, a OMS incluiu os GLP-1 em sua lista de medicamentos essenciais para reforçar o acesso e pediu que sejam produzidas versões genéricas acessíveis para os países em desenvolvimento.

A.Weber--NZN