Zürcher Nachrichten - Declínio demográfico da China acelera em 2023

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Declínio demográfico da China acelera em 2023
Declínio demográfico da China acelera em 2023 / foto: Pedro Pardo - AFP

Declínio demográfico da China acelera em 2023

A população da China diminuiu em 2023 pelo segundo ano consecutivo, segundo dados oficiais divulgados nesta quarta-feira (17), o que demonstra uma aceleração da crise demográfica neste país após mais de seis décadas de forte crescimento.

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O custo da educação, o distanciamento dos jovens em relação ao casamento ou a integração educativa e laboral das mulheres fizeram com que a taxa de natalidade diminuísse na China, cuja população reduziu em 2022 pela primeira vez desde 1960.

Ultrapassada no ano passado pela Índia como o país mais populoso do mundo, a China deixou de aplicar políticas rigorosas de controle da natalidade e passou a tentar impulsioná-la, sem muito sucesso, com subsídios e propaganda pró-fertilidade.

"No final de 2023, a população nacional era de 1,409 bilhão (…), uma redução de 2,08 milhões em relação ao final de 2022", afirmou o Instituto Nacional de Estatística.

O declínio é mais que o dobro do registrado em 2022, quando a população chinesa diminuiu em 850 mil pessoas, a primeira cifra a diminuir desde 1960.

O cálculo diz respeito apenas aos indivíduos de nacionalidade chinesa que moram no território continental, excluindo os estrangeiros e habitantes dos territórios semiautônomos de Hong Kong e Macau.

"Em 2023, o número de nascimentos foi de 9,02 milhões, com uma taxa de natalidade de 6,39 por mil habitantes", explicou o órgão estatístico.

- "Impossível de reverter" -

A China pôs fim à sua rígida política do filho único em 2016, imposta na década de 1980 por medo da superpopulação, e desde 2021 permite que os casais tenham até três filhos.

Mas isso não conseguiu reverter o declínio demográfico de um país que há muito tempo faz da sua extensa mão de obra um motor de dinamismo econômico.

Se na década de 1960 o número médio de filhos por mulher era superior a 7, em 2022 caiu para preocupantes 1,05, disse à AFP o demógrafo independente He Yafu, que afirma se basear em dados oficiais.

Como se explica essa mudança de tendência?

Entre os principais motivos está o alto custo de criar um filho e a crescente desconfiança das gerações mais jovens em relação à instituição do casamento, um passo obrigatório na China antes da procriação.

Além disso, o número crescente de mulheres que frequentam o ensino superior atrasou a idade da primeira gravidez.

"A tendência de declínio populacional na China é basicamente impossível de reverter", disse He Yafu.

"Mesmo que a fecundidade seja incentivada, é impossível que a taxa de fecundidade aumente para a taxa de substituição geracional, porque agora as gerações mais jovens mudaram a sua concepção de fertilidade e geralmente não querem ter mais filhos", explicou este analista.

Para conter este declínio, o especialista apela a mais auxílio familiar, soluções para o cuidado de crianças e a promoção do acesso das crianças a creches.

- A imigração "não é viável" -

Os problemas desta crise demográfica e do envelhecimento da população são múltiplos, especialmente a nível econômico, devido à redução da força de trabalho disponível.

Mas também gera desafios sociais. Na China, a tradição obriga as gerações mais jovens a cuidar dos seus familiares idosos em maior grau do que acontece nas sociedades ocidentais.

A maioria dos casais é agora constituída por dois adultos que são filhos únicos e que seriam responsáveis por cuidar dos seus quatro pais idosos.

Para compensar este fardo, as autoridades apresentaram esta semana um plano bilionário para satisfazer as necessidades dos serviços para a terceira idade.

Incentivar a imigração para conter o declínio demográfico "não é viável" porque "nas próximas décadas, a população chinesa diminuirá em várias centenas de milhões de pessoas", estima He.

Isso implicaria trazer "centenas de milhões de pessoas" quando "a grande maioria dos chineses se opõe atualmente à imigração e as autoridades são muito restritivas neste assunto", observou.

U.Ammann--NZN